"Luzes do Amanhecer"

ANO V - Nº54– Campo Grande/MS – Julho de 2010
EDIÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA “VALE DA ESPERANÇA”
Rua Colorado n o 488, Bairro Jardim Canadá, CEP 79112-480, Campo Grande-MS.


              Quando se deixa para depois os compromissos é que não está levando a sério a vida. E a vida tem que ser levado muito a sério, porque é a oportunidade real de ser feliz amanhã. Áulus.


EM NOSSO FAVOR

               Se te encontras em situação de crise, onde companheiros queridos, sem restrições, procuram antecipar-te dissabores na partilha de bens, colocando-te em prejuízo, naturalmente, instintivamente, procuras em vão alento para a alma ante a brutal destruição de laços fraternos...
               Em cada situação que surge, mais adiante reconheces a real necessidade de buscar a Paz e a Justiça das próprias aspirações...
               Em vão procuras o caminho, muitas vezes, aborrecido e triste, exigindo esse ou aquele depoimento da razão, buscando-te no despertar seguinte...
               Por mais difícil te pareça, entregarás ao teu próximo, toda a parcela de bem que puderes realizar, lembrando-te de que o céu tudo te permitiu realizar!...
               Não lastimes o tempo perdido... Nenhuma criatura sobrevive às crises do caminho se não houver provado do cálice da calúnia e da perseguição... E nenhuma criatura conseguiu sobreviver sem um passado a lhe exigir sempre mais reflexões para que dessa forma, o Espírito humano se emancipe de todo o vício e de toda a prepotência.
               O homem surgiu à luz de Deus e tu do que fizer para construção de um mundo melhor, estará, naturalmente, agindo em favor próprio, garantindo recursos únicos para sustentação da paz!
Recorda-te de ontem e terá Deus agindo por ti, em substituição aos valores, que supostamente tenhas perdido e o Pai agirá em nosso favor.

Ambrósio
Do livro “Flores da Primavera” de João de Deus.

ECOS DO PASSADO

               Há mais de trinta anos, José da Silva, vulgo “Nego”, à época, 35 anos de idade, solteiro, morava desde criança lá para as bandas de Rio Verde, já no pantanal, de onde nunca havia saído, mas com problemas sérios de saúde, veio a Campo Grande, e ficou internado na Santa Casa, por quase um mês. Recuperou-se da enfermidade que fora acometido, mas agravado por um problema na vista esquerda, resolveu ficar residindo por aqui mesmo, muito embora sentisse uma saudade muito grande daquela vastidão de verde e água.
               Conseguiu emprego de guarda numa empresa de material de construção. Já há mais de um ano ali trabalhava.                Estava satisfeito, visto que conseguira se firmar e planejava visitar sua mãe, nas primeiras férias.
               Era um mês de julho, sábado, fim de tarde, quase noite, fazia muito frio, aliás, fazia muitos anos que a temperatura não chegara a tanto, mas ali estava sentado num pequeno banco, muito bem agasalhado, porque enfrentaria o turno da noite, pensando em seus problemas, em sua vida de dificuldades, inclusive de tomar um rumo impensável até bem pouco tempo, estar residindo na Capital.
               Neste momento chega um adolescente, cumprimenta-o, ele responde, mas sentado como estava, perdido nos seus cismares, continua de cabeça baixa, pensando o que fora a sua vida, até então.
               Mas de repente este jovem encosta uma faca em sua axila, pede o revólver, ele num gesto instintivo, na posição que estava, gira o revólver por debaixo do pesado agasalho, peça que era oferecida pela empresa e dispara no rumo do agressor. O projétil atinge o jovem, em cheio, que inclusive, cai sobre ele, e escorrega para o chão. Já na agonia da morte, diz: “tio, você me matou”. Ele desesperado, pelo inusitado do que acontecera, apavorado mesmo, resolve abandonar o local e corre para casa de um parente que morava numa razoável distância.
               Aconselhado por conhecido para fugir ao flagrante, espera o tempo necessário e se apresenta, contando a sua versão do que realmente acontecera. Procedido ao inquérito policial, com inquirição de testemunhas, exame de balística, enfim, todos os procedimentos de rotina a Justiça reconhece que ele agira em legítima defesa...
               Porém a história não parou por aí, passaram se alguns meses... Certa noite alguém o acorda, vê ainda na penumbra do quarto um vulto, e ouve nitidamente aquela frase: “tio, você me matou”, salta da cama, aflito, com o coração aos pulos, faz todas as orações que aprendera com a sua querida mãezinha, lá no distante pantanal, porém não consegue mais dormir aquela noite.
               Muito católico, logo pela manhã vai à Igreja, aliás, se dirige para o local muito cedo e espera longo tempo até que abra o templo. Assiste à missa com toda a devoção; não contente, ainda compra um maço de velas, dirige-se ao cemitério local e oferece em intenção daquela alma.
               Por um tempo àquela aflição se dissipa, parece que a normalidade voltara. Todavia, tal não acontecera. Novamente a mesma cena, alguém, já a altas horas da noite, o acorda, vê o vulto na semi-escuridão do quarto e ouve a frase: “tio, você me matou”. E essa cena se repetiu por muitos anos e muitas vezes trazendo enorme desconforto, porém, como se fosse algo a que não pudesse fugir.
               Não obstante haver passado tanto tempo é algo que o deprimia muito, fala ainda desse acontecimento e se emociona, e ao mesmo tempo se cobra, perguntando-se, como pode ser protagonista desse acontecimento tão triste? Até que ano passado soube-se que Nego desencarnara, já com idade avançada.
               Diante desse fato pode-se compreender os laços formidáveis que nos unem, aqui e no mais além. Neste caso, embora não houvesse a premeditação no desenrolar desse infausto acontecimento, os laços magnéticos já estavam fixados de maneira muito consistente; naturalmente que pela lógica devia ter sua origem em vidas pregressas. Porém, fato é que estes dois seres já estavam ligados e ficaram mais do que nunca.
               Agora vamos dilatar a lógica do raciocínio. Imaginem quando fatos dessa natureza têm a premeditação, a intenção clara de perpetrar certos crimes, de causar o prejuízo ao próximo sob quaisquer aspectos, que venham lesar os seus interesses materiais, os seus sentimentos, a honra, o bom nome.
               Jesus já falara que aquele que dissesse uma palavra de desprezo ao seu próximo, já seria réu de juízo, que em hebraico, seria a palavra racca. Imaginem que laços tenazes prenderão esses incautos que se entregam a essas aventuras marginais, que enormes consequências virão bater-lhes a porta, exigindo reparação.
               O próprio Jesus já afirmara que orássemos pelos que nos malquerem, odeiam e caluniam, querendo, com isso, preservar-nos das conseqüências inevitáveis, pois não será possível que sejam tratados da mesma maneira aquele que fez o bem, ao lado daquele que praticou o mal; certamente que deve haver uma distinção entre ambos.
               Naturalmente que é algo para ser meditado com muito vagar, mas lembrando mais uma vez a presença dos ensinamentos de Jesus; quando ele curava a pessoas, amiúde repetia, “vai e não peques mais para que um mal maior não te suceda”, mostrando assim, que se hoje sofremos é porque já fizemos alguém sofrer em outras estações de nossa caminhada evolutiva, portanto, uma forte razão existe para que procure preservar ao máximo, da prática de qualquer ato que não tenha sanção da reta consciência.

Otacir Amaral Nunes
Campo Grande/MS

 

O HOMEM ANTE A VIDA

               No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração.
               Quem somos?
               Donde viemos?
               Onde a estação de nossos destinos?
               À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do ser, qual braseiro vivo ou ideal; sob a espessa camada de cinzas do desencanto.
               Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha.
               Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.
               Observa as dimensões diminutas do lar cósmico em que se desenvolve.
               Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela.
               Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicilio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço.
               Os planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso.
               Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação.
               Alongado as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida.
               Sírius ofusca-lhe a grandeza.
               Pólux, a importante estrela dos Gêmeos, eclipsa-o em majestade.
               Capela é 5.800 vezes maior.
               Antares apresenta volume superior.
               Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol.
               Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo, de que4 a vida é patrimônio da gota d’água, tanto quanto é a essência dos incomensuráveis sistemas siderais, e, assombrado ante o esplendor do Universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o chão a que se imanta e pede ao amor que responda à soberania cósmica, dentro da mesma nota de grandeza, todavia, o amor no ambiente em que ele vive é ainda qual planta milagrosa em tenro desabrochar.
               Confinado ao reduzido agrupamento consangüíneo a que se ajusta ou compondo a equipe de interesses passageiros a que provisoriamente se enquadra, sofre a inquietação do ciúme, da cobiça, do egoísmo, da dor. Não sabe dar sem receber, não consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigência para os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreensão e da discórdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se.
               Viu a Majestade Divina nos Céus e identifica em si mesmo a pobreza infinita da Terra.
               Tem o cérebro inflamado de glória e o coração invadido de sombra.
               Orgulha-se, ante os espetáculos magnificentes do Alto e padece a miséria de baixo.
               Deseja comunicar aos outros quanto apreendeu e sentiu na contemplação da vida ilimitada, mas não encontra ouvidos que o entendam.
               Repara que o amor, na Terra, é ainda a alegria dos oásis fechados.
               E, partindo os elos que o prendem à estreita família do mundo, o homem que desperta, para a grandeza da Criação, deambula na Terra, à maneira do viajante incompreendido e desajustado, peregrino sem pátria e sem lar, a sentir-se grão infinitesimal de poeira nos domínios celestiais.
               Nesse homem, porém, alarga-se a acústica da alma e, embora os sofrimentos que o afligem, é sobre ele que as inteligências superiores estão edificando os fundamentos espirituais da nova Humanidade.

Emmanuel
Do livro “Roteiro”, de Francisco Cândido Xavier.

COMO PROGRIDE O HOMEM

               P – O homem somente progride por esforço próprio ou também por uma contingência da vida?
               R – Progride através desses dois impulsos. Apenas devemos considerar que, pelas contingências da vida, ele terá um progresso comparado ao da pedra rolante do rio; com o tempo, uma pedra deixará suas arestas no rio natural, enquanto que com os instrumentos chamados ao aperfeiçoamento da pedra, o enriquecimento dessa mesma pedra preciosa se faz m muito mais direto. Por esforço próprio, podemos realizar em alguns anos aquilo que, pelas contingências, podemos gastar milênios. Mas, pelo esforço próprio, o esforço de dentro para fora é o esforço do burilamento pessoal, através da autocrítica, do auto-exame, agora, com o tempo, é de for apara dentro: gastaremos séculos e séculos, e mais séculos.

 

.TEORIA DO SUICIDIO E OS SUICIDAS QUANDO SE REENCARNAM

               - Parece que o suicídio é um ato de rompimento do plano de Deus, pelo qual se paga um preço. Assim, de que maneira e com que traumas se reencarnam as pessoas que se matam: a) por tiro no ouvido; b) por veneno; c) jogando-se embaixo de um carro; d) através de superexposição à radiação atômica?
               - O suicídio está ligado ao senso de responsabilidade. Nosso Emmanuel sempre explica que nós somos culpados por aquilo que conhecemos como sendo uma atitude imprópria para nós. Porém nós temos, ainda, povos, que adotam o suicídio como norma de comportamento heróico. Temos comunidades no mundo que consideram o suicídio sob este ponto de vista. Demonstram que não possuem um conhecimento tão exato sobre a responsabilidade de viver, produzir o bem, como nos os cristãos fomos instruídos pelos Evangelhos de Nosso Senhor. Então, vamos dizer que a escola de Jesus, preparando nosso espírito para a construção do mundo melhor, um mundo de amor e paz e não obstante os conflitos e guerras que temos sofrido, ou que estejamos sofrendo, nos entoa vemos que para nós o suicídio já adquire dimensões diferentes, porque nós somos chamados para valorizar a vida, a compreender o sofrimento como processo educativo e reeducativo de nossa personalidade. Então, o suicídio para nós, os cristãos, é algo de ingratidão para com os podres supremos que regem os nossos destinos. O suicídio, para aqueles que conhecem a importância da vida, impõe um complexo culposo muito grande nas consciências. Então, nós os cristão, que temos responsabilidades de viver e de compreender a vida, em suicidando, nos demandamos o além com a lesão das estruturas, do corpo físico. De forma que, se damos um tiro no crânio, conforme a região que o projétil atravessa, sofremos no alem as lesões conseqüentes. São os espíritos doentes, os espíritos enfermiços, que recebem carinho especial dos protetores espirituais.

Emmanuel
Do livro “A Terra e o Semeador”, de Francisco Cândido Xavier.

DEVER E LIBERDADE

               Qual o homem que, nas horas de silêncio e recolhimento, já deixou de interrogar a Natureza e o seu próprio coração, pedindo-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão do ser do Universo? Onde está esse que não tem procurado conhecer os seus destinos, erguer o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? Não há ser humano, por mais indiferente que seja, que não tenha enfrentado algumas vezes com esses grandes problemas. A dificuldade de resolvê-los, a incoerência e a multiplicidade das teorias que daí se derivam, as deploráveis conseqüências que decorrem da maior parte dos sistemas conhecidos, todo esse conjunto confuso, fatigando o espírito humano, o tem atirado à indiferença e ao ceticismo.
               Entretanto, o homem tem necessidade de saber; precisa do esclarecimento, da esperança que consola, da certeza eu guia e sustém. Também tem os meios de conhecer, a possibilidade de ver a verdade desprender-se das trevas e inunda-lo com sua luz benéfica. Para isso, deve afastar-se dos sistemas preconcebidos, perscrutar-se a si próprio, escutar essa voz interior que fala a todos e que os sofismas não podem deturpar; a voz da razão, a voz da consciência.
               Assim fiz eu. Muito tempo refleti; meditei sobre os problemas da vida e da morte; com perseverança sondei esses abismos profundos. Dirigi à Eterna Sabedoria uma ardente invocação e Ela me atendeu, como atende a todo espírito animado do amor do bem. Provas evidentes, fatos de observação direta vieram confirmar as deduções do meu pensamento, oferecer às minhas convicções uma base sólida, inabalável. Depois de duvidar, acreditei; depois de ter negado, vi. E a paz, a confiança, a força moral desceram sobre mim. Eis os bens que, na sinceridade do meu coração, desejoso de ser útil aos meus semelhantes, venho oferecer aos que sofrem e desesperam.
               Jamais a necessidade da luz fez sentir-se de um modo mais imperioso. Uma transformação imensa se opera no seio das sociedades humanas. Depois de estarem submetidos durante uma longa série de séculos ao principio da autoridade, os povos aspiram cada vez mais à liberdade e querem dirigir-se pro si próprios. Ao mesmo tempo em que as instituições políticas e sociais se modificam, os cultos são esquecidos. Existe nisso ainda uma das conseqüências da liberdade em sua aplicação ás coisas do pensamento e da consciência. A liberdade, em todos os seus domínios, tende a substituir-se à coação e à autoridade, a guiar as nações para horizontes novos. O direito de alguns se tornou o direito de todos; mas, para que o direito soberano seja conforme com a justiça e produza os efeitos morais venha regular o seu exercício. Para que a liberdade seja fecunda, para que ofereça às obras humanas uma base segura e duradoura, deve ser aureolada pela luz, pela sabedoria, pela verdade. A liberdade, para homens ignorantes e viciosos, não será como arma poderosa entre as mãos de uma criança? A arma, nesse caso, volta-se muitas vezes contra aquele que a traz e o fere.

Léon Denis
Do livro “O Porquê da vida”, edição FEB.

 

SIGAMOS A PAZ

“Busque a paz e siga-a.” Pedro. (I Pedro, 3:11.)

               Há muita gente que busca a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.
               Companheiros existem que desejam a tranqüilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em diversas posições da vida; contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes confere o Senhor as dádivas solicitadas.
               Esse pede a fortuna material, acreditando seja a portadora da paz ambicionada, todavia, com o aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade.
               Outro roga a bênção do casamento, mas, quando o Céu lhe concede, não sabe ser irmão da companheira que o Pai lhe confiou, perdendo-se através das exasperações de toda sorte.
               Outro, ainda, reclama títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública, mas, em se vendo honrado com a popularidade e com a expectativa de muitos, repele as bênçãos do trabalho e recua espavorido.
               Paz não é indolência do corpo. É saúde e alegria do espírito.
               Se é verdade que toda criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz legitima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.
               Recebido o trabalho que a Confiança Celeste nos permite efetuar, é imprescindível saibamos usar a oportunidade em favor de nossa elevação e aprimoramento.
               Disse Pedro – “Busque a paz e siga-a.”
               Todavia, não existe tranqüilidade real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados, e a fórmula de integração da nossa alma com Jesus é invariável: - “Negue cada um a si mesmo, tome a sua cruz e siga.” Sem essa adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos no impulso renovador do Mestre Divino, ao invés da paz, teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.

Emmanuel
Do livro “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, edição FEB.

 

SOCORRE A TI MESMO

Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades.” – (Mateus, 9:35.).

               Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
               Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.
               Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.
               Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.
               Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
               Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os resíduos dos prazeres inferiores.
               Guerreia a hepatite, entretanto, livra o fígado dos excessos em que te comprazes.
               Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins com os venenos de taças brilhantes.
               Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.
               Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.
               Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos. Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.

Emmanuel
Do livro “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, edição FEB.


MATÉRIA DE POESIA

               É difícil ser poeta quanto se tem a barriga cheia de amêndoas maduras
               Somente a tortura o faz sentimental, o pelo menos é a medida certa.
               Para se construir uma poética geneticamente estruturada, nesse algo mais.
               Por isso, que existe esse menor peso de tudo, num gesto resumido, teatral.

               Na métrica dos tempos idos, passados, abstratos, sem base real, mas tudo.
               Que se convencionou chamar matéria de poesia indigesta, inorgânica, banal,
               Porém dos enrustidos evos que se operam no ideoplasmático grito gutural,
               A métrica existiu como lenda, mas real à mente primitiva, primordial.

               Se algo o assusta, nesse mundo convencional, que os evos de repente dramatizam.
               Para trazer algo consensual, mas não é a métrica exata, pois primata que a concebeu.
               Mas a Mãe Natureza que por um complô inverso ao gesto no fragmentário retalho de si
               Para cantar em lacônicos cânticos de paz a pátria adormecida sob véus de chumbo.

               Espalha-se no arrebol vermelho, tinto de sangue, do mais puro ideal, imaginário.
               Mas não será por tempos presentes, ou seres ausentes no plano sideral.
               Porém fatia desse todo descomunal, que se chamou amor por incrustação casual.
               Não será nada contra a ordem conhecida original, de tudo mantendo em pé, igual.

               Na emblemática Atenas, ou mesmo na vida sideral, amor por idealismo superior.
               Não deixa de ser algo mais, de campos minados de sonhos cheio de perplexidades.
               Que na verdade, somente um visionário profetiza sem ver, porém sabendo do final.
               Pois que o sonho é perfeitamente realizável ainda que por forma indireta, casual.

Anônimo

PROVAÇOES

               Indaga você das razões que induzem o Divino Poder a conservar uma pobre jovem, vestida de chagas, num catre humilde, relegada à assistência pública. E acrescenta: “Por que motivo expor uma infeliz menina a semelhante flagelação? Não haverá misericórdia para os seres que se arrastam na pobreza, quando há tantos sinais de socorro celeste, na casa dos felizes, aquinhoados pelo conhecimento superior e pela mesa farta?”.
               Não fora a reencarnação, chave do crescimento espiritual e do soerguimento redentor para todas as esferas da vida terrestre, e as suas perguntas seriam realmente irrespondíveis.
               Entretanto, meu amigo, a existência humana, em seus fundamentos, obedece aos comezinhos princípios de lógica e harmonia que prevalecem na sementeira vulgar. Enquanto não cultivarmos a gleba planetária, em toda a sua extensão, seremos defrontados pela terra desventurada, aqui ou ali, povoada de serpes traiçoeiras o vitimada por imensas feridas de erosão. Se não plantamos com acerto, não colheremos irrepreensivelmente, e, se nos despreocupamos da vegetação daninha ou inútil, viveremos incomodados pelos cipoais e pelos espinheiros de toda sorte.
               Espanta-se você, ante a dor, mas não se reporta aos débitos contraídos. Vê a cinza e não recorda o incêndio que a produziu.
               Em matéria de compromissos não resgatados e de sofrimentos que os seguem, somos surpreendidos pelos remanescentes de nossos velhos delitos, à maneira do crente em desespero, constrangido a recolher os pedaços dos próprios ídolos, que o tempo esfacelou em sua marcha invariável.
               É a lei que se cumpre, harmoniosa e calma. E não me diga que há desequilíbrio nos processos em que funciona, porque, na atualidade do mundo, temos a considerar a questão da “massa” e o problema do “resíduo”.
               A evolução garante novos panorama ao direito, mas ainda explodem guerras pela hegemonia da força; a ciência resolveu os enigmas da alimentação, entretanto, ainda há quem morre de fome pelas úlceras do duodeno; a liberdade triunfou sobre a escravidão, contudo, ainda existem milhões de encarcerados na superfície da Terra, e, se é indubitável que o duelo e o envenenamento fugiriam dos costumes triviais nos povos mais cultos, as mortes violentas e deploráveis continuam, aos milhares por ano, na própria engrenagem da maquinaria do progresso.
               Tenho reencontrado amigos de outras eras que, endividados perante os tribunais da Justiça Divina pelas fogueiras que atearam no passado às vítimas do seu desafeto, padecem hoje o “fogo selvagem” na intimidade da organização fisiológica, em que retornaram à experiência física, porque a vanguarda moral do mundo não mais tolera a perseguição religiosa ou a desvairada tirania política, e tenho desfrutado a reaproximação com inolvidáveis companheiros do pretérito que, habituados a dilacerar a carne dos adversários, pelos simples prazer de ferir, contemplam, agora, a ruína do própria corpo, nas aflitivas amarguras de leprosários e sanatórios.
               A fogueira que extingue a Tenho reencontrado amigos de outras eras que, endividados perante os tribunais da Justiça Divina pelas fogueiras que atearam no passado às vítimas do seu desafeto, padecem hoje o “fogo selvagem” na intimidade da organização fisiológica, em que retornaram à experiência física, porque a vanguarda dívida chama-se hoje “pênfigo foliáceo”, e o golpe de ontem, sangrando os que sangraram, e conhecido por “bacilo de Hansen”.
               No fundo, porém, meu amigo, tudo é reajuste benéfico.
               Imagine a vida na Terra como sendo um manancial imenso, de cujos bordos se derramam correntes cristalinas em todas as direções: é a “massa” progredindo, valorosa, na direção de sublimes horizontes.
               E pensemos em nos, indivíduos arraigados ainda ao mal, como sendo o lodo das margens ou a lama do fundo: é o “resíduo” estacionário, sofrendo a necessidade de grandes transformações.
               Semelhante quadro fornece pálida notícia da verdade.
               Assim sendo, que Deus nos fortaleça e abençoe no caminho da purificação.

Irmão X
Do livro “Cartas e Crônicas”, de Francisco Cândido Xavier.

A LEI DE AMOR.

               O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas.
               A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra – amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
               O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela ás criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: leva-o à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XI, 1.

SABEDORIA DE CHICO XAVIER

               - “Um dia, encontrando-me com D. Yvone Pereira no Rio de Janeiro, perguntei-lhe se estava indo ao Mundo Espiritual... respondeu-me que algumas vezes, conseguia o seu intento ao desdobrar-se do corpo físico.
               Questionei-a se os Espíritos, com os quais se encontrava na oportunidade, tinham alguma opinião formada sobre as atitudes pouco fraternas dos espíritas.
               Ela disse-me que o Dr. Bezerra de Menezes conserva muito com ela a respeito do assunto e que, embora demonstrasse preocupação, dizia que os espíritas estavam fazendo o que podiam fazer, de vez que a maioria deles era delinqüente, Espíritos que haviam caído nas vidas anteriores pelos abusos da inteligência ou pelo excesso de personalismo...”
               - É por isso, meu filho, que encontramos nas fileiras espíritas tanta gente que se diz ter sido barão, príncipe, marquesa, rainha, ou algo semelhante, numa existência passada...
               Afirma Emmanuel que eles foram mesmo e hoje estão por ai resgatando os seus débitos.
As lavadeiras, os lavradores, o serviçais humildes, estão todos nos Planos Superiores...”

               “Eu me achava muito destreinado, porque um mês de intervalo, no serviço mediúnico, é um prejuízo muito grande. As mãos parecem semi-entorpecidas e os braços nos impõem a idéia de haverem perdido temporariamente muitos dos reflexos habituais.
               Felizmente, com o amparo dos nossos Benfeitores Espirituais pude, imperfeitamente, como sempre, desincumbir-me das obrigações que me aguardavam.”

Do livro “Chico e Emmanuel”, de Carlos A. Baccelli.

 

PROVAS E BÊNÇÃOS

               Esforçando-te por superar dificuldades e contratempos, nas áreas da reencarnação, recorda o patrimônio das bênçãos de que dispões, a fim de que os dissabores e empeços educativos da existência não te sufoquem as possibilidades de trabalhar e de auxiliar.
               Atravessas incompreensões e tribulações em família, entretanto possuis saúde relativa e recursos ainda que mínimos para vencê-las construtivamente até que se extingam de todo.
               Sofres com os entraves do parente difícil, todavia guardas contigo a luz da compreensão de modo a ajudá-lo a solver os conflitos e inibições de que se sente objeto.
               Trabalhas afanosamente na proteção econômica indispensável a vários entes queridos, mas não te escasseiam energias e oportunidades de serviço, a fim de ampará-los até que te possam dispensar o concurso mais intenso.
               Respondes por determinadas tarefas de socorro material e espiritual, a benefício de muitos, e em muitas circunstâncias sentes a presença da exaustão; no entanto, aparecem providencialmente criaturas e acontecimentos que te refazem as forças para que a obra continue.
               Assumiste pesadas obrigações que te compelem a enormes prejuízos a favor de outrem, e, por vezes, te supões na total impossibilidade de satisfazer aos compromissos próprios; contudo, novo alento te visita o espírito e pouco a pouco atinges a liquidação de todos os débitos que te oneram a responsabilidade.
               Em todas as provas que te assaltem os dias, considera a cota das bênçãos que te rodeiam, e, escorando-te na fé e na paciência, reconhecerás que a Divina Providência está agindo contigo e por teu intermédio, sustentando-te, em meio dos problemas que te marcam a estrada, para doar-lhes a solução.

Emmanuel
Do livro “Rumo Certo”, de Francisco Cândido Xavier.

MENSAGENS PARTICULARES – NILO


               Minha querida Geni, anjo de meus dias, beijo as suas mãos.
               Seu velho está feliz.
               Embora o vazio que sua ausência me impôs à alma... Entretanto, oh! Meu Deus! Haverá vazio onde o amor sabe esperar?
               Não, querida Geni.
               Estamos juntos, quando Você se recolhe em cada noite; quando Você se retira da atividade para lembrar e pensar; quando fita os nossos retratos com o seu carinho ou quando se detém na conversação com nossos entes amados: seu pensamento se desenha nas telas de minha memória.
               Recebo a mensagem de sua ternura, reconfortando com sua lembrança.
               Ainda não sei como dominar esses fenômenos de reflexão, nos quais eu ignoro se sou a imagem e Você o espelho e vice-versa.
               Ah! Geni! Minha querida Geni!
               Quero Você serena, valorosa, firme na fé, resignada e tolerante.
               Amor de meu coração, Deus cubra o seu coração de bênçãos constantes. Nunca esmoreça em nossas tarefas e ideais.
               O dia do seu velho terminou calmo. O entardecer estava repleto das estrelas da confiança em Deus e em Você. Tanto confiança em Você, que eliminei a carta última em que me propunha gravar os derradeiros propósitos da existência.
               Para que o testamento do coração, se Você era o meu próprio coração que eu deixava?
               E Você, querida, retratou meus menores desejos, executando-os.
               Abençoada seja Você, minha esposa, minha filha.
               A saudade é grande, mas a esperança é maior em seu caminho. Estaremos juntos sempre, sempre juntos.
               Sei de todas as suas preocupações em família e partilho com Você o trabalho bendito que o Senhor nos confiou.
               Nossos filhos são nossos amores, mas igualmente nossos compromissos.
Louvemos os sacrifícios que eles nos impõem, em louvor de nossa própria felicidade.
               Querida Geni, guarde o meu coração com Você.
               Distribua minhas lembranças com os filhos queridos e com os netinhos abençoados. Junto de Você e com Você, deponho aos pés de Jesus os nossos problemas e deixo com Você todo o meu coração, todo o coração do seu.

Nilo
Do livro “Chico Xavier, 40 Anos no Mundo da Mediunidade”, de Roque Jacinto.

RELIGIÃO ESPÍRITA

               Com todas as obras integrantes da Codificação Espírita já circulando, ano de 1868, e embora “O Evangelho Segundo o Espiritismo” fosse um tomo com todas as características religiosas, o mestre lionês, Allan Kardec, ainda afirmava categoricamente que a Doutrina era uma ciência e uma filosofia de conseqüências morais e não uma religião.
               Porém, o Codificador em 01/11/1868, preparara um discurso para pronunciar na Sociedade Parisiense e, nessa importante peça, trouxe a público a legitima posição religiosa do Espiritismo e, também, as razões pelas quais, com bom senso, até então se abstivera de apresentá-lo como Religião dos Espíritos.
               O Espiritismo então é uma religião?
               - “Perfeitamente! Sem dúvida; no sentido filosófico é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as leis da própria Natureza”.
               Os princípios básicos que o Codificador estabeleceu como a caracterização da Religião Espírita, contido no trecho seguinte do discurso em transcrição:
               “Crer em um Deus todo poderoso, soberanamente justo e bom; crer na alma e na sua imortalidade; na preexistência da alma com justificativa da presente existência; na pluralidade das existências como meio de expiação, reparação e adiantamento intelectual e moral; na perfectibilidade dos seres mais imperfeitos; na felicidade crescente com a perfeição; na remuneração eqüitativa do bem e do mal, segundo o principio a cada um segundo as suas obras; na igualdade da justiça para todos, sem exceções, favores nem privilégios para criatura alguma; na duração da expiação limitada à da imperfeição; no livre arbítrio do Homem, deixando-lhe a escolha entre o bem e o mal; crer na continuidade das relações entre o mundo visível e o mundo invisível; na solidariedade que liga todos os entes passados, presentes e futuros, encarnados e desencarnados; considerar a vida terrestre como transitória e uma das fases da vida do Espírito, que é eterna; aceitar corajosamente as provas, visto ser o futuro mais desejável que o presente; praticar a caridade por pensamentos, palavras e obras, na mais ampla acepção do vocábulo; e esforçar-se cada dia por ser melhor do que na véspera, extirpando da alma alguma imperfeição; submeter todas as sas crenças ao controle do livre exame e da razão, e nada aceitar pela fé cega; respeitar todas as crenças sinceras, por mais irracionais que nos pareçam, e não violentar a consciência de ninguém; ver, então, nas descobertas das Ciências, a revelação das leis da Natureza, que são as leis de Deus: Eis o credo, a Religião do Espiritismo, religião que pode conciliar-se com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar a Deus”.
               Essa a dinâmica do Espírito de Verdade.
               Os seus pontos básicos, não dogmáticos, evolutivos, tornam-na diferenciada das demais, excluindo em definitivo toda hierarquia humana e não criando ensejo a que nova casta sacerdotal viesse formar-se por forças de interpretar-lhe os textos, porque os homens, após agrupar-se com a mais cândida intenção, podem tentar ajustar os princípios religiosos à multidão ao revés de buscar reajustá-la aos seus fundamentos inovadores, tal qual aconteceu ao cristianismo primitivo que, manipulado pelo interesse das criaturas, se transformou num veículo de domínio temporal, olvidando-se o transcendental da alma na sua ascensão ao Pai Eterno.

Do livro “Chico Xavier, 40 Anos no Mundo da Mediunidade”, de Roque Jacinto.

PACIFIQUEMOS

“Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” – Jesus.

               Não adianta estender a guerra nervosa.
               A contradita esperar-te-á em cada canto, porque a paz é fundamento da Lei de Deus.
               Observa as catástrofes que vão passando...
               Vezes sem conta, o homem faz-se o lobo do próprio homem, destruindo o campo terrestre; mas Deus, em silêncio, determina que a erva cubra de novo o solo, colocando a flor na erva e formando o fruto no corpo da própria flor.
               Vulcões arruínam extensas regiões, mas Deus restaura as paisagens dilaceradas.
               Maremotos varrem cidades, mas Deus indica-lhes outro lugar e ressurgem mais belas.
               Terremotos trazem calamidades, aqui e ali, mas Deus reajusta a fisionomia do Globo.
               Moléstias estranhas devastam populações inteiras, mas Deus inspira a cabeça de cientistas abnegados e liquidas a epidemia.
               Tempestades, de quando em quando, sacodem largas faixas de Terra, mas Deus, pelas forças da Natureza, faz o reequilíbrio de tudo.
               Não te entregues ao pessimismo em circunstância alguma.
               Tudo pode ser, agora, diante de ti, aflição e convulsão; contudo, tranqüiliza a vida em torno, quanto puderes, porque a paz chegará pelas mãos de Deus.

Emmanuel
Do livro “Palavras de Vida Eterna”, de Francisco Cândido Xavier.

 

 

               Onde o amor se estabeleceu ara ficar, Deus planta a semente do trabalho para medir a capacidade da força criadora, ofertando ao trabalhador apenas as ferramentas mais rudimentares, facilitando-lhe acesso às fórmulas que multipliquem o bem e, estabelecendo no b em, amplia os horizontes da fé para descerrar os olhos do pretérito.

Ambrósio
Do livro “Flores da Primavera”, de João de Deus. Campo Grande/MS.

               O Sol nasce para todos, mas aquele que levanta mais cedo poderá observá-lo por mais tempo e gozar de sua luz. Ambrósio

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ANO V - Nº 54– Campo Grande – MS – Julho de 2010
EDIÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA “VALE DA ESPERANÇA”
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